Sobre
Classificado como Monumento Nacional, este templo medieval remonta ao início do século XII, tendo sido fundado por volta de 1120 pelos Cavaleiros do Santo Sepulcro e, mais tarde, integrado nos bens da Ordem de Malta. O espaço nasceu originalmente como um mosteiro dúplice, acolhendo comunidades de monges e freiras.
Do ponto de vista arquitetónico, a igreja destaca-se pela sua estrutura invulgar de duas naves, uma assimetria que resulta de sucessivas ampliações ao longo dos séculos sem que se perdesse a matriz românica original. A fachada principal exibe um portal com arcos quebrados e capitéis elegantemente esculpidos com motivos vegetalistas e geométricos. No interior, o ambiente austero e solene é enriquecido por túmulos medievais pertencentes a antigas linhagens nobres e por vestígios de frescos que subsistem nas paredes.
O nome do templo evoca a imagem de Nossa Senhora do Ó, uma designação associada à expectativa do parto da Virgem Maria. Esta devoção tem origem nas orações litúrgicas das vésperas do Natal, que começavam sempre com a exclamação “Ó” (como Ó Sabedoria ou Ó Rei das Nações).







