Sobre
A devoção a Santo Ovídio no norte do país tem origem na própria história do bispo, que viveu no Século I a.C., e que foi santificado muito depois da sua morte. Segundo as hagiografias do século XVI, era um ilustre cidadão romano de origem Siciliana, que foi enviado para Bracara Augusta, na Galécia, pelo Papa Clemente I, onde se tornou o terceiro bispo da nova diocese, a partir do ano 95. Por nunca abandonar a sua fé católica, morreu martirizado corria o ano 135.
A história nunca foi esquecida, e as suas relíquias foram consagradas em 1527 dando, assim, reconhecimento oficial ao seu culto. Fontes do século XVII afirmam inclusive que, em vários sítios arqueológicos em Portugal, foi encontrada evidência de imagens deste Santo, apresentado com vestes romanas assim como episcopais ou de eremita. O seu culto em Braga está bastante enraizado, pois teve até sepulcro e altar próprio na Sé de Braga até 1708, quando D. Rodrigo de Moura Teles transferiu a sepultura.
A capela que se apresenta diante de nós é uma das várias capelas de Santo Ovídio que podemos encontrar no norte do país. Este singelo templo é composto por corpo principal da capela de forma quadrangular, com cobertura em telhado de duas águas que culminam a fachada, onde há um pequeno óculo por baixo do sino que está ao centro da cumeeira do telhado. Foram acrescentados lateralmente dois corpos mais baixos, um de cada lado da fachada, ao longo de todo o corpo principal. A entrada é marcada por um alpendre de duas águas. Há também um cruzeiro de frente para a capela, com inscrição na base “ANNO 1602”.



